Viagem À Era Dos Dinossauros | Degustação

Atualizado: 20 de set.

Capítulo 1 – Uma ideia Jurássica!
Naquela manhã, o Professor acordou com uma ideia tão maluca que até seus cabelos bagunçados ficaram mais arrepiados que o normal.
— Já sei! — gritou ele, ajeitando seus óculos redondos de aro dourado. — E se eu levasse um grupo numa viagem… pelo tempo dos dinossauros?!
Gini piscou suas luzes coloridas e perguntou:
— Quem pretende levar nessa viagem, Professor?
— Alunos meus da universidade… alunos do ensino fundamental… e mais quem quiser ir! O que você acha?
— Acho que é mais uma das suas ideias malucas… Adoro!! — respondeu Gini, empolgada.
— Primeiro, preciso escrever uma carta para o reitor da universidade. Espero que ele não demore a me responder…
— Então faça isso, ora! Não perca tempo!
— Gini, às vezes me pergunto… por que eu te criei tão mandona? — resmungou o Professor.
— Para substituir sua mãe quando ela não está por perto, talvez? Ca-ca-ca! — respondeu Gini, rindo da própria piada.
O Professor puxou uma cadeira… e quase sentou em cima do gato Miau, que estava folgado em sua caminha favorita. O bichano deu um salto, bufou e, bem mal-humorado, foi se enroscar com Miá, sua irmã, e Lulu, uma vira-lata caramelo que, desde pequenos, adotou os irmãozinhos como seus próprios filhotes.
Agradecendo aos seus bichinhos por não terem se revoltado, o Professor Geninho sentou-se à mesa, em frente à sua velha máquina de escrever. Sim, isso mesmo! Uma máquina de escrever, daquelas bem antigas.
Enquanto ele começava a datilografar, o barulhinho das teclas chamou a atenção de Gini, que não perdeu a oportunidade de provocar:
— Professor… só para lembrar… já inventaram o computador, sabia?
— Claro que sei! Mas eu gosto de datilografar nessa querida máquina. Foi do meu avô, depois do meu pai e agora é minha. — respondeu ele, sorrindo. — Ih… mas hoje você tá implicante, hein?
— Não estou implicante, estou bem-humorada, Professor. Continue aí com sua carta… Eu ficarei quietinha. Mas depois… não se esqueça de pedir desculpas ao Miau e fazer um carinho neles. Seus bichos estão muito carentes.
— Verdade, Gini. Às vezes, com tanta coisa na cabeça, acabo negligenciando meus “filhotes”. Obrigado por me lembrar.
— Às ordens. Mas não abuse da minha boa vontade, hein! — respondeu ela, piscando suas luzes.
O Professor riu e voltou à sua carta, decidido: iria entregar pessoalmente ao reitor da universidade.
Capítulo 2 – Finalmente uma resposta!
Seis meses de espera. Seis… longos… meses.
Foi exatamente esse o tempo que o Professor Geninho teve que esperar pela resposta da universidade.
— Se eu tivesse mandado a carta pelo correio… com um pterossauro entregando… teria chegado mais rápido! — resmungou ele, olhando para a janela.
Gini, claro, não perdeu a chance:
— Ou se usasse e-mail, Professor… Já ouviu falar? Tecnologia moderna, revolucionária, incrível…
— Ah, Gini, mas não tem a mesma emoção de datilografar numa máquina que foi do meu avô!
E assim foram os seis meses mais longos da vida do Professor Geninho… Até que… um belo dia… “Dim-dom!”
— A campainha! A Carta! A Carta! A Carta! — gritou ele, correndo como se fosse criança.
Era o carteiro, segurando um envelope com o selo da Universidade.
— Carta para o senhor… Professor… Eugênio Von Tempus… Ah, que nome difícil! — disse o carteiro, sorrindo.
— Por isso que todos me chamam de Professor Geninho! — respondeu, já quase arrancando o envelope da mão do carteiro. — Obrigado, obrigado, obrigado!
Abriu o envelope com mãos trêmulas e leu em voz alta:
—“Autorizada a expedição temporal do Professor Geninho, com participação livre para alunos da Universidade, do ensino fundamental e… todos os interessados que aceitem os riscos de uma aventura no tempo.”
— É ISSOOOO!!! — gritou, pulando, rodopiando, fazendo até Miau e Lulu saírem correndo assustados. — Gini! Tá autorizado! Vamos viajar no tempo!
Gini piscou suas luzes, piscou mais, fez um “bip bip” só de charme e respondeu:
— Já estava na hora, né, Professor? Preparando tudo para o grande dia.



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